Ar
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Primeiro canto da nota Ar, que o povo chama de Guardião da Luz Celestial e de deus da luz e da esperança, protetor dos céus eternos. Theriel é dourado, radiante, com asas que brilham como a aurora, a luz que o céu deixa passar (a lenda dos anjos diz que ele acendeu o primeiro sol). Seus olhos enxergam além das máscaras e mentiras — ele vê a intenção pura por trás de cada ação mortal. Sua justiça não pune: ela cura. Ele não reina para dominar, mas para lembrar que ainda há luz nos cantos mais escuros da alma. Para os devotos, Theriel é menos um deus distante e mais uma presença que aquece o peito nos momentos de desespero — como um cobertor estendido em noite fria. Seu poder se manifesta através de seus arcanjos e das Fadas da Luz, que espalham esperança por onde passam. A Muralha Celestis, feita de nuvens encantadas, é seu maior escudo: suave para os puros de coração, impenetrável para os pesados de alma.
Dizem os aetherianos que Theriel nasceu quando as Essências de Júpiter e Plutão perceberam que os céus — tão vastos e silenciosos — careciam de luz, e que ele foi o primeiro canto da nota Ar. Não se sabe bem como, mas num instante ele surgiu: dourado, radiante, sorrindo. E nesse sorriso nasceu Aetherius. Com um único bater de asas, Theriel ergueu uma ilha inteira para os céus, afastando-a das trevas e do barulho do mundo. A ilha flutuante surgiu entre nuvens imortais, moldadas dos sonhos de Júpiter e Plutão — campos dourados que sussurram canções antigas, rios de luz que dançam entre montanhas que tocam o firmamento. No sombrio Crepúsculo, quando a Entidade Oculta se ergueu como cinza faminta e os corrompidos escalavam tempestades como escadas feitas de ódio, Aetherius tremeu. Por um instante — apenas um — o medo soprou pelos corredores dourados dos salões celestes. Mas Theriel não recuou. Seus arcanjos desceram dos céus como estrelas cadentes de fúria e esperança. Anjos ergueram muralhas feitas de canto e coragem. Tudo coube em poucas horas, porque o Crepúsculo é um dia, e a escuridão recuou. Desde então corre entre Aetherius e Nocturnia uma rixa fria e mal-entendida: os anjos dizem que Lithuria, a Deusa das Sombras, tenta apagar a luz dos céus com sussurros lentos, e os nocturnianos dizem que a culpa é dos anjos. Quem corrompe é a Entidade Oculta, e o único fato firme entre os dois deuses é que Lithuria deixa passar quem Theriel chama aos céus, os Ascendidos. Em resposta, os arcanjos de Theriel voam em formação constante, e a Muralha Celestis está mais bem guardada do que jamais esteve. Desde cerca de 1700 D.C., através do jovem Príncipe Tarkiel, Theriel abriu Aetherius ao mundo — construindo portais entre os céus e a terra, firmando parcerias com Radiantia e Arcanópolis. Para Theriel, a luz verdadeira não se mantém acesa sozinha: ela precisa ser dividida, espalhada, sentida por todos. Porque quando o eclipse se aproxima, não é o mais brilhante que sobrevive — é aquele que escolhe brilhar junto.
Bênção Principal
1x/descanso curto: voe 9m e ganhe +1 em ataques à distância até o fim do turno.
02Bênção #2
1x/descanso curto: um aliado em até 3m ganha +1 na CA por 2 turnos.
Bênção #3
1x/combate: ao acertar um ataque à distância, causa +1d4 de dano mágico.