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A História de Juplutera

O Grande Arquivo: panorama cronológico dos eventos que moldaram o mundo, era por era.

A História de Juplutera

Linha do Tempo Geral

24

Era I

Tempo sem Conta

4 capítulos nesta era

A Expansão Primordial
Capítulo 1

Tempo sem Conta

A Expansão Primordial

Antes de toda contagem1 min de leituraEvento global

Antes de haver tempo, havia o Vazio: uma ausência tão completa que nem o silêncio tinha quem o ouvisse. Nele, dois gatos celestiais, Júpiter, a sombra, e Plutão, a luz, brincavam de esconde-esconde desde antes da primeira contagem. Um dia, cansados da repetição, os dois pensaram juntos: um lugar onde tudo pudesse florescer, mudar e surpreendê-los. A Expansão Primordial transformou o silêncio em canção e fez nascer a matéria, o espaço, o tempo e Sobek, o primeiro tique-taque.

Toda canção tem silêncios entre as notas. Naquele dia, todos os tomaram por descanso.

A Dissolução dos Primordiais
Capítulo 2

Tempo sem Conta

A Dissolução dos Primordiais

Antes de toda contagem1 min de leituraEvento global

Juplutera estava pronta, mas os dois a olhavam de fora, como quem espia uma festa por uma janela. Faltava um vínculo que fizesse da obra deles também a casa deles. Então Júpiter e Plutão fizeram a escolha mais corajosa: deixaram de ser observadores e se dissolveram em pura energia, as Essências. A luz de Plutão foi para o céu, as pradarias e os cumes; a sombra de Júpiter, para as florestas, os oceanos e as cavernas. Cada região recebeu uma medida diferente dos dois, e nenhuma é só luz ou só sombra.

Não foram embora. Viraram o mundo, que é a única maneira de um deus nunca partir.

O Nascimento dos Doze Deuses
Capítulo 3

Tempo sem Conta

O Nascimento dos Doze Deuses

Antes de toda contagem1 min de leituraEvento global

Quando os primordiais viraram Essência, o mundo ficou cheio de notas e vazio de quem cuidasse delas. Dos doze movimentos em que a Expansão se partiu, seis formam o Ciclo da Matéria (Fogo, Metal, Natureza, Terra, Raio e Água) e seis, o Ciclo do Éter (Luz, Trevas, Psíquico, Neutro, Gelo e Ar). Sobek, o primeiro, ficou com a Terra; os outros onze nasceram das Essências, um por nota, cada um com a sua terra e o seu temperamento. Os Doze não criam: dão forma ao sonho de Júpiter e Plutão.

Doze notas, doze deuses e um relógio que nunca perdeu um segundo. Pelo menos nenhum que alguém tenha percebido.

O Primeiro Sussurro
Capítulo 4
Corrósia

Tempo sem Conta

O Primeiro Sussurro

Antes de toda contagem1 min de leituraCorrósia

No Tempo sem Conta, quando Balamark nasceu na nota do Metal para ser o braço da Justiça entre os Doze, algo sussurrou nas rachaduras da criação. Nenhum dos outros deuses percebeu. A balança que ele devia erguer virou martelo, e a terra de Corrósia guardou o sussurro como a ferida mais antiga de Juplutera, a primeira cicatriz do mundo. Balamark não foi apagado: foi desviado.

Nem toda marca precisa de testemunha para ficar.

Era II

Era das Raças

3 capítulos nesta era

A Criação dos Povos
Capítulo 5

Era das Raças

A Criação dos Povos

5000 a 3500 A.C.1 min de leituraEvento global

Entre os anos 5000 e 3500 A.C., os Doze deram corpo aos sonhos de Júpiter e Plutão, e cada terra recebeu o povo que combinava com a sua alma. Isgryd soprou sobre o gelo e nasceram os Gigantes; Thomelion deixou sementes na floresta, e vieram elfos, feraxianos e dríades; Valorian moldou os humanos sob o sol; Gor'tavok rugiu, e vieram orcs e draconatos; Runathar fez anões e gnomos; Calisstra, as sereias; Theriel, os anjos; Lithuria, os vampiros; Sobek, os reptilianos, no jardim que viria a ser deserto. Toda raça tem um berço e uma diáspora, e traço de sangue nenhum prende ninguém à terra onde nasceu.

Os Doze deram a forma. Quem deu o rumo foram eles.

A Floresta que Enferrujou
Capítulo 6
Corrósia

Era das Raças

A Floresta que Enferrujou

Cerca de 4000 A.C.1 min de leituraCorrósia

Por volta de 4000 A.C., onde hoje é o leste de Corrósia crescia uma floresta densa, que os elfos de Verdântia mapeavam. Quando as primeiras comunidades da região recusaram o tributo aos sacerdotes de Balamark, ela enferrujou, depressa demais para ser coisa natural: os sacerdotes dizem que foi o deus, e os elfos, que a ferrugem avançou sozinha. Por volta de 3000 A.C., Thomelion tentou curá-la, e cada tentativa piorou, porque a Natureza cede ao Metal; ele desistiu e declarou que não tentará de novo. O Deserto da Coroa Enferrujada é o que sobrou, com os troncos enegrecidos ainda em pé.

Há terra que cobra caro de quem tenta salvá-la.

O Cataclismo
Capítulo 7
Spharadis

Era das Raças

O Cataclismo

Cerca de 3600 A.C.1 min de leituraSpharadis

Por volta de 3600 A.C., o Grande Vulcão Negro entrou em erupção em Spharadis e não parou por quarenta dias. As tribos que Sobek Chronos havia moldado no jardim sumiram como pegadas na areia, as florestas murcharam, os rios viraram fumaça e o jardim virou deserto. Não foi castigo nem ataque: foi o ciclo, e a Terra guardou tudo o que ele deixou, até a primeira lava, que esfriou em obsidiana.

Do que sobrou saiu Zhak'Rath, o chefe dos sobreviventes (filho de Sobek, segundo os bardos; Sobek não interfere), que por volta de 3500 A.C. os levaria ao penhasco onde nasceriam Khetep-Akhen e o Império das Areias.

Em Spharadis o tempo não corre: deposita-se. Aquela erupção ficou guardada.

Era III

Era das Explorações

2 capítulos nesta era

A Era de Ouro das Civilizações
Capítulo 8

Era das Explorações

A Era de Ouro das Civilizações

3500 a 2000 A.C.1 min de leituraEvento global

Entre os anos 3500 e 2000 A.C., despertou em todos os povos o desejo de ver o que havia do outro lado da água. Juplutera são dois blocos de terra e quatro ilhas separados por um mar enorme, e o mar ensinou a navegar. Nasceram portos em todas as costas. Elfos zarparam de Verdântia até Harmonia e firmaram com os humanos os primeiros tratados de reflorestamento; anões de Arcanópolis e feraxianos criaram as runas vivas; sereias ensinaram orcs a respirar debaixo d'água com cristais abissais. Surgiram línguas híbridas, artefatos únicos e festivais compartilhados.

Um mapa só vira mapa depois que alguém se perde nele.

O Grande Inverno
Capítulo 9
Glacialand

Era das Explorações

O Grande Inverno

Cerca de 3300 A.C.1 min de leituraGlacialand

Por volta de 3300 A.C., no começo da Era das Explorações, o frio de Glacialand desceu sobre o mundo e ficou nove invernos sem verão. Não foi a vontade de ninguém: Isgryd cantava pela primeira vez a nota do Gelo inteira, sem saber o tamanho da própria voz, e como o Gelo é do Éter e a Natureza é da Matéria, as duas notas não se ouvem. A floresta de Verdântia gelava sem que Thomelion escutasse.

Os Gigantes de Gelo, que triavam todo forasteiro na Garganta Congelada, abriram a passagem aos Feraxianos pela primeira vez; nas cristas de Ferroselva, Isgryd estendeu a mão e Thomelion respondeu, e o inverno recuou mais gentil do que devia. Nasceu a Aliança do Gelo e da Folha, a mais antiga de Juplutera.

O que os dois deuses disseram um ao outro ninguém anotou. O que se sabe é que, desde então, Isgryd canta mais baixo.

O primeiro dueto de Juplutera foi entre duas notas que não se ouvem, e talvez por isso tenha durado.

Era IV

Era das Alianças e dos Conflitos

4 capítulos nesta era

O Fim da Inocência
Capítulo 10
Verdântia

Era das Alianças e dos Conflitos

O Fim da Inocência

2000 a 800 A.C.1 min de leituraVerdântia

Entre os anos 2000 e 800 A.C., a desconfiança tomou o lugar do encanto, e os mares que aproximavam os povos passaram a levar tropas. A guerra aprendeu o próprio endereço na Garganta do Elandor, o estreito perto do rio e da cachoeira que descem de Draxônia, entre Verdântia e Draxônia; Radiantia, no meio, virou terra de passagem de exércitos. Os elfos cercaram suas matas, os orcs empunharam machados por necessidade, e houve ainda a guerra menor das Folhas Ardentes, entre Arcanópolis e Verdântia. Entre as cinzas, humanos se aproximaram dos elfos com humildade e aprenderam a plantar onde só havia destruição.

Nem todo conflito é fim: alguns são o solo fértil da transformação.

A Guerra do Mar
Capítulo 11
Spharadis

Era das Alianças e dos Conflitos

A Guerra do Mar

Cerca de 1900 A.C.1 min de leituraSpharadis

Por volta de 1900 A.C., Spharadis e Draxônia começaram a disputar o Mar de Khor'Yath, e a disputa nunca terminou. As primeiras frotas se encontraram nas águas rasas diante da foz do Zhor'Kar, e encalharam os dois lados (o Baixio dos Naufrágios guarda os cascos). Por volta de 1850 A.C., Draxônia desembarcou na costa norte de Spharadis e foi contida na praia, diante da Fortaleza de Spharath: foi a Batalha da Fortaleza, que virou canção e cicatriz e não teve vencedor.

Desde então a fronteira do mar muda conforme a última batalha, e as duas margens aprenderam a respeitar o inimigo e a guardar o rancor.

Uma guerra que ninguém vence vira costume.

A Guerra das Folhas Ardentes
Capítulo 12
Arcanópolis

Era das Alianças e dos Conflitos

A Guerra das Folhas Ardentes

1400 a 1200 A.C.1 min de leituraArcanópolis

Entre cerca de 1600 e 1400 A.C., os Magos Altíssimos de Arcanópolis amplificaram a Cidadela de Lumivéria com a energia das Montanhas Arcantinas: duzentos anos de pontes e torres acesas, e então, numa semana, as montanhas calaram. O Concílio do Véu Astral se dividiu, e venceu a corrente do Alcance, a que preferia buscar fonte fora: primeiro Ferroselva, que a rocha recusou, e depois as florestas de Verdântia.

De 1400 a 1200 A.C., o que Arcanópolis chamou de Campanha do Alcance e Verdântia chamou de Guerra das Folhas Ardentes foi relâmpago contra seiva: as tempestades de Arcanópolis incendiavam as copas, os anões de Arcanópolis forneciam o maquinário e as árvores armadas dos feraxianos não cediam. Por volta de 1300 A.C., Glacialand fechou a galeria das Minas das Pedras Cantantes, e em Arcanópolis o cristal que faltou passou a se chamar o Silêncio.

Em 1200 A.C., no dia em que nasceu Raizforte, Arcanópolis recuou e, nos dois séculos seguintes, tentou negociar a Cicatriz de Verdan.

O Concílio guarda a pior parte: foi escolha, não acidente. As lâmpadas de Lumivéria seguiram acesas; foi a conta que viajou até as florestas.

A Guerra das Marés
Capítulo 13
Corrósia

Era das Alianças e dos Conflitos

A Guerra das Marés

Cerca de 1400 a 60 A.C.1 min de leituraCorrósia

Por volta de 1400 A.C., quando o Dreno das Arcantinas esgotou a magia das montanhas e Arcanópolis passou a comprar metal fora, as fundições de Corrósia não pararam mais, e o veneno desceu ao mar de Calisstra. Abssalia respondeu com marés de fúria, e as frotas, as criaturas abissais e as engenhocas corrocianas se encontraram, dizem, em surtos: anos de navios, décadas de rancor, sem vencedor.

Parou em campo aberto na Grande Convocação, por volta de 60 A.C., quando o inimigo de verdade apareceu nas sombras, mas ninguém assinou a paz, e o veneno continua descendo.

Guerra parada não é paz: é só silêncio com rancor.

Era V

Era Divina

1 capítulo nesta era

O Despertar da Fé
Capítulo 14

Era Divina

O Despertar da Fé

800 a 300 A.C.1 min de leituraEvento global

Entre os anos 800 e 300 A.C., depois de tanta espada erguida, os povos olharam para o alto com algo mais do que esperança: com reverência. Líderes deixaram os tronos para discutir crenças em volta de fogueiras, templos foram erguidos com fé de verdade, e em Harmonia dançava-se sob as constelações, contando histórias dos Doze. A fé virou celebração e caminho de volta entre povos que a guerra tinha afastado. Draxônia e Nocturnia seguiram à parte, cada uma no seu ritmo.

O tempo sempre dá um jeito de fazer tudo florescer, mesmo que demore uma eternidade.

Era VI

Os Sussurros do Vazio

1 capítulo nesta era

O Vazio Desperta
Capítulo 15
Spharadis

Os Sussurros do Vazio

O Vazio Desperta

300 a 60 A.C.1 min de leituraSpharadis

Entre os anos 300 e 60 A.C., Juplutera começou a se calar de um jeito inquietante. O vento nas dunas de Spharadis passou a sussurrar diferente, e dizem que o sussurro começou na Salina do Meio-Dia, a bacia branca do sudoeste da ilha: ali houve tentativa de leitura, não ritual, ninguém abriu nada, e o vento parou na borda do anel de cristas. Profetas enlouqueceram com visões, sacerdotes hesitaram diante das preces, e diziam que a canção do mundo tinha um silêncio no lugar errado, uma nota a menos.

Estudiosos de Arcanópolis, oráculos de Nocturnia e feraxianos sob as raízes antigas procuraram respostas; a maioria ignorou os sinais, distraída com guerras, alianças e festas. A Entidade Oculta ainda não mostrava a face.

O medo não veio como um raio: veio como brisa gelada no fim de um dia quente.

Era VII

O Chamado dos Deuses

1 capítulo nesta era

A Grande Convocação
Capítulo 16

O Chamado dos Deuses

A Grande Convocação

Cerca de 60 A.C.1 min de leituraEvento global

Cerca de sessenta anos antes do Ano Zero, a Entidade Oculta deixou de ser uma possibilidade distante e virou ameaça real. Os Doze olharam para o Vazio com seriedade pela primeira vez desde o tempo sem conta e se reuniram. A convocação veio como um sussurro nos sonhos e uma brisa diferente no entardecer: “Unam-se.” Elfos, orcs, humanos e feraxianos, apesar de séculos de mágoas, reconheceram que o inimigo de verdade estava nas sombras, e não do outro lado do portão. Repartiram histórias em fogueiras comuns e marcharam lado a lado.

Juplutera não seria salva pela força de um povo só, mas pela coragem de todos.

Era VIII

O Último Alvorecer

1 capítulo nesta era

O Último Alvorecer
Capítulo 17

O Último Alvorecer

O Último Alvorecer

10 a 1 A.C.1 min de leituraEvento global

Entre os anos 10 e 1 A.C., o tempo pareceu parar entre a sombra e a luz. O ar ficou pesado de presságios, e as antigas profecias falavam de uma grande batalha entre a Entidade Oculta e os que se recusavam a ver o mundo perecer. Cada povo se preparou à sua maneira: os elfos teceram feitiços que protegiam e inspiravam, os humanos forjaram espadas e armaduras, os anões acenderam as forjas de dia e de noite, os orcs afiaram as lâminas. Ninguém sabia do que a Entidade era capaz, e os Doze observavam em silêncio.

Foi o último amanhecer do mundo como era.

Era IX

O Crepúsculo

2 capítulos nesta era

O Ano Zero — A Grande Batalha
Capítulo 18

O Crepúsculo

O Ano Zero — A Grande Batalha

Ano 01 min de leituraEvento global

No Ano Zero, a Entidade Oculta se revelou. Não era sombra: era cinza, e tudo o que ela tocava perdia cor, brilho e nota. Do meio da tempestade vieram criaturas distorcidas, como se o próprio Vazio tentasse engolir tudo o que os primordiais criaram. Elfos, humanos, orcs, anões, gigantes e anjos uniram forças para proteger o lar, e muitos não voltaram. Com a ajuda dos Doze, a Entidade foi confinada: não destruída, mas aprisionada numa dimensão distante, sob quatro selos poderosos e secretos, que não estão em cidade nenhuma nem onde um mapa aponte.

O Vazio não se apaga tão fácil.

A Membrana de Calisstra
Capítulo 19
Abssalia

O Crepúsculo

A Membrana de Calisstra

Ano 01 min de leituraAbssalia

No Ano 0, na mesma noite em que a Trincheira do Fim rasgou o leito do mar, Calisstra desceu ao abismo para fechá-lo. Depois do dia do Crepúsculo, ela ficou quarenta dias e quarenta noites no fundo sem emergir, e deixou a Membrana, uma película de rito a quinhentos metros de profundidade que segura o que vem de baixo. A ferida não fechou por completo, e as correntes-cabelo da deusa ficaram paradas por uma semana.

Nem toda cicatriz se fecha; algumas só aprendem a ser vigiadas.

Era X

A Reconstrução

2 capítulos nesta era

A Reconstrução
Capítulo 20

A Reconstrução

A Reconstrução

1 a 300 D.C.1 min de leituraEvento global

Entre os anos 1 e 300 D.C., Juplutera se levantou do chão, tijolo por tijolo. Havia cidades a refazer, campos a replantar e uma cadeira vazia em quase toda mesa. Os povos que haviam lutado lado a lado agora enterravam os mortos lado a lado e descobriram que ninguém tinha pressa de voltar a brigar. A guerra era memória viva: quem a viu a contava com a própria boca, e quem ouvia aprendia a baixar a voz. O que se reconstruía não era só pedra, mas a confiança entre vizinhos, que vai muito mais devagar.

Reconstruir é a coragem de acreditar que, desta vez, a casa vai ficar de pé.

A Fundação de Sal'Zaul
Capítulo 21
Abssalia

A Reconstrução

A Fundação de Sal'Zaul

Cerca de 47 D.C.1 min de leituraAbssalia

Por volta de 47 D.C., quando ficou claro que a Membrana precisava de vigia mortal além da divina, sobreviventes do Crepúsculo ergueram Sal'Zaul nas bordas da Trincheira do Fim, com a pedra negra do próprio abismo. Os primeiros Sentinelas foram voluntários, e até hoje nenhum é forçado a ficar.

O que uma deusa não pode fazer sozinha, os mortais aprendem a fazer em turnos.

Era XI

A Longa Paz

1 capítulo nesta era

A Longa Paz
Capítulo 22

A Longa Paz

A Longa Paz

300 a 1700 D.C.1 min de leituraEvento global

Foram mil e quatrocentos anos, de 300 a 1700 D.C. A guerra, que fora ferida, virou cicatriz, depois história, depois lenda. Os anões forjaram aço como quem esculpe, os elixiristas inventaram poções que curavam o que ninguém sabia que dava para curar, e os festivais cresceram tanto que alguns precisavam de um segundo dia para terminar o primeiro. Os Doze observaram de longe, deixando as raças seguirem os próprios caminhos. Os selos caíram no esquecimento e viraram história de ninar.

A paz foi tão longa que passou a parecer natural: é o primeiro sintoma de que ela acaba.

Era XII

O Pressentimento

2 capítulos nesta era

Os Portais de Tarkiel
Capítulo 23
Aetherius

O Pressentimento

Os Portais de Tarkiel

Cerca de 1750 D.C.1 min de leituraAetherius

Por volta de 1700 D.C., o Príncipe Tarkiel assumiu a coroa de Aetherius, jovem para quem é imortal, e decidiu o que os mais velhos chamaram de imprudência: abrir os céus. Por volta de 1750 abriu o primeiro portal-teste, ligando Solaryon a Radiantia; por volta de 1800, o segundo, também com Radiantia. Luz e Ar são notas do mesmo movimento, o Éter, e se ouvem, de modo que esses dois funcionam todos os dias, e só passa quem a Muralha Celestis aprova.

Por volta de 1900 veio o terceiro, com Arcanópolis, e ele abre e fecha sem avisar: Raio é da Matéria, Ar é do Éter, e notas de movimentos diferentes não se ouvem.

Os anjos mais conservadores dizem que o isolamento de Aetherius sempre foi proteção, e não arrogância. Tarkiel os ouve com atenção e continua a abrir portais.

Os dois primeiros portais ligaram notas que se ouvem; o terceiro ainda espera quem ensine duas notas surdas uma à outra.

Os Sinais do Retorno
Capítulo 24
Glacialand

O Pressentimento

Os Sinais do Retorno

Ano 2000 D.C.1 min de leituraGlacialand

No Ano 2000 D.C., Juplutera vive em paz e prosperidade, mas, desde cerca do ano 1700, uma inquietação cresce em coisas pequenas que cada povo explica à sua maneira. O Abismo de Narkh'Tor, em Glacialand, volta a pulsar. A Trincheira do Fim, em Abssalia, tem movimentos estranhos. As fases lunares de Lunaria oscilam sem padrão. Calisstra está em silêncio. Os oráculos de todas as terras sussurram o mesmo: algo está acordando. Ninguém liga uma coisa à outra, e quase ninguém lembra do Ano Zero: só os imortais e raros ancestrais de milênios.

Um ancião que viu a guerra é raro e valioso. Se encontrar um, pague a bebida.

Fim do registro

A história continua

Os cronistas ainda escrevem os próximos capítulos de Juplutera. Enquanto isso, explore os lugares e os deuses que viveram tudo isso.