RegiãoÁgua

Abssalia

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Sobre Abssalia

O reino das profundezas oceânicas, das sereias sábias, dos tritões corajosos e dos corais que cantam canções milenares. Abssalia é governada pela deusa Calisstra, guardiã dos segredos abissais, e abriga civilizações submersas de rara beleza e mistério. Suas ilhas acolhem náufragos, exilados e nômades marítimos, enquanto as profundezas guardam segredos que nem a luz ousa alcançar. Capital: Nethermare, o Reino Coralino, nos Vales de Corálion. Governante: Rei dos Mares Atlhon, tritão de barba de algas trançadas com pérolas negras.

Abssalia nasceu no caos salgado dos primórdios, quando Calisstra emergiu das águas e trouxe ordem aos redemoinhos, desenhando com suas mãos as primeiras rotas marítimas. Por eras, ficou isolada, florescendo em silêncio enquanto outras terras brigavam. Mas o Crepúsculo abriu uma cicatriz colossal no fundo do oceano: a Trincheira do Fim — uma fenda tão profunda que nem a luz ousa descer ao fundo, onde habitam monstros antigos, serpentes colossais e ecos sombrios que imitam vozes humanas. Calisstra a vedou com rituais antigos, a Membrana de Calisstra, mas a ferida nunca se fechou por completo. Algo ainda se move na Trincheira. Após o Crepúsculo, Abssalia entendeu que não podia mais viver trancada em seu mundo azul e silencioso, e abriu rotas de mar e embaixadas com terras distantes como Radiantia, Spharadis e Arcanópolis. Abrir-se não era novidade: desde a Era das Explorações as sereias ensinam outros povos a navegar e a respirar sob as ondas (os cristais abissais dos orcs e o primeiro barco de Glacialand são dela), e por volta de 1400 A.C. a Guerra das Marés, aberta pelo veneno de Corrósia, já tinha posto o reino em armas, com marés de fúria, sem vencedor e sem paz assinada. A Fortaleza de Sal'Zaul vigia a Trincheira desde cerca de 47 D.C., e o Refúgio de Margran nasceu há pouco mais de duzentos anos de quem fugiu da escravidão de Corrósia. Hoje os recifes empalidecem, espécies desaparecem e as correntes tornaram-se erráticas. Calisstra está em silêncio — o silêncio que antecede a tempestade. Uma nova ameaça invisível e faminta cresce nas profundezas da Trincheira do Fim.

Ficha da Região

Localização

Reinos submersos e ilhas no canto sudoeste do mapa, abaixo de Corrósia (o mar as separa, de frente para a Praia da Esperança) e a oeste-sudoeste de Spharadis; só se chega por mar ou por ar. Inclui Nethermare nos Vales de Corálion, o Círculo das Maréguias (montanhas submarinas sagradas, em anel), a Fortaleza de Sal'Zaul nas bordas da Trincheira do Fim, e o Arco das Ilhas Veladas: Ínsula Sombria (sul), Montelume com a cidade de Lirvandys (oeste), Torre dos Ventos (leste) e Refúgio de Margran (norte). A Trincheira do Fim corta o sul da região como uma cicatriz aberta.

Clima

Tropical aquático com correntes quentes e frias em constante dança. As profundezas são de frio absoluto e escuridão total. Nas ilhas, clima marítimo quente com chuvas salinas e ventos do oceano. As correntes tornaram-se erráticas nos últimos tempos, com padrões imprevisíveis nas marés e surgimento de redemoinhos inexplicáveis próximos à Trincheira do Fim.

Locais Exploráveis

18

Fauna e Ameaças

10

Habitantes Notáveis

10

Divindades

1

Raças Nativas

1

Missões na Região

9

Eventos Históricos

2
O Crepúsculo· Ano 0

A Membrana de Calisstra

No Ano 0, na mesma noite em que a Trincheira do Fim rasgou o leito do mar, Calisstra desceu ao abismo para fechá-lo. Depois do dia do Crepúsculo, ela ficou quarenta dias e quarenta noites no fundo sem emergir, e deixou a Membrana, uma película de rito a quinhentos metros de profundidade que segura o que vem de baixo. A ferida não fechou por completo, e as correntes-cabelo da deusa ficaram paradas por uma semana. Nem toda cicatriz se fecha; algumas só aprendem a ser vigiadas.

A Reconstrução· Cerca de 47 D.C.

A Fundação de Sal'Zaul

Por volta de 47 D.C., quando ficou claro que a Membrana precisava de vigia mortal além da divina, sobreviventes do Crepúsculo ergueram Sal'Zaul nas bordas da Trincheira do Fim, com a pedra negra do próprio abismo. Os primeiros Sentinelas foram voluntários, e até hoje nenhum é forçado a ficar. O que uma deusa não pode fazer sozinha, os mortais aprendem a fazer em turnos.

Música Ambiente

Tema sonoro registrado de Abssalia

Ambiente de Abssalia

Silêncio na região