RuínamisterioPerigo: 6/10

Cemitério de Frotas

Campo de cascos afundados no fundo raso do estreito, entre o Recife Pálido e a costa de Corrósia, com mastros de ferro inclinados, engrenagens do tamanho de casas e armaduras de escama presas entre as costelas dos barcos. Corais jovens crescem dentro das caldeiras, a ferrugem pinta a areia de laranja e peixes miúdos entram e saem pelas escotilhas. Cheiro de ferro molhado e de sal, o ranger lento do metal cedendo à correnteza e, de vez em quando, o tinir de uma peça que se solta.

Sobre o Local

Campo de cascos afundados no fundo raso do estreito, entre o Recife Pálido e a costa de Corrósia, com mastros de ferro inclinados, engrenagens do tamanho de casas e armaduras de escama presas entre as costelas dos barcos. Corais jovens crescem dentro das caldeiras, a ferrugem pinta a areia de laranja e peixes miúdos entram e saem pelas escotilhas. Cheiro de ferro molhado e de sal, o ranger lento do metal cedendo à correnteza e, de vez em quando, o tinir de uma peça que se solta.

Passem por cima dos mastros e nunca por dentro dos cascos, que o ferro daqui ainda corta quem desrespeita. O Cemitério de Frotas guarda o que sobrou da Guerra das Marés, que começou por volta de 1400 A.C., quando o veneno de Corrósia chegou ao mar, e parou na Grande Convocação, por volta de 60 A.C., sem vencedor e sem paz assinada. O estreito entre o Recife Pálido e a costa corrociana era a estrada das frotas, e foi aqui que muitas se encontraram, cada lado convencido de que vinha cobrar a conta. Os cascos negros de ferro, as engenhocas de engrenagem e corrente e as armaduras de escama dos tritões que saíram ao encontro dormem juntos, e repito o aviso do meu livro: ambos os lados têm sangue nas mãos. Os pescadores contam que uma dessas frotas seguiu daqui para as Maréguias, na única tentativa de forçar o Círculo que houve na Guerra das Marés, e que os redemoinhos a engoliram antes que um sentinela precisasse se mexer. Dizem também que as correntes devolvem ao estreito parte do que o Círculo engole: cada tempestade desenterra uma peça, e nunca se sabe de que lado era. É boato, e registro como boato. O Metal e a Água se ouvem, e aqui a conversa durou séculos: o mar come o ferro, e o ferro, enquanto dura, pinta o mar de ferrugem. É o único cemitério que conheço onde os dois lados continuam lado a lado, e nenhum assinou a paz.

Avaliação de Risco

Nível de perigo6/10
1Criaturas
4Nível Máx.
—Rank Elite

Ficha do Local

TipoRuína
Categoriamisterio
RegiãoAbssalia

Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.

Presença no Mundo

0NPCs
0Missões
0Receitas
0Batalhas

Personagens

Nenhum NPC neste local.

Criaturas do Local

1

Missões Neste Local

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