Glacialand

Sobre Glacialand
A última terra a despertar em Juplutera, um dos lugares mais inóspitos e mais sagrados de todo o mundo. Cada floco de neve carrega uma lenda, e cada estalo do gelo pode ser o sussurro de um segredo ancestral. Governada por Thorgarn Skaldgrimm, o Rei dos Gigantes de Gelo, um titã de barba prateada e olhos como o céu antes da nevasca. Capital: Fortaleza de Frostspire, no Domínio de Skarnheim, erguida entre as montanhas gêmeas que formam o Portão de Isgryd.
Dizem os Gigantes que Glacialand foi a última terra a despertar em Juplutera, e que a nota do Gelo cantou tão baixo que foi a última a ser ouvida. Não veio com delicadeza: veio como um rugido de tempestade, com nevascas cortantes e auroras dançando no céu. Isgryd, a deusa do Gelo e da Guerra Ancestral, foi o primeiro canto dessa nota, e a lenda a quer forjada do gelo mais antigo, com um estrondo de trovão congelado. Na Era das Raças ela deu forma aos Gigantes de Gelo para guardar a região, e por volta de 4600 A.C. eles ergueram Frostspire, a primeira construção permanente. Por volta de 3300 A.C., no começo da Era das Explorações, o Grande Inverno nasceu da própria voz de Isgryd: ela cantou o Gelo inteiro sem saber o tamanho da voz, e o frio desceu sobre Verdântia sem que Thomelion o ouvisse, porque as notas de movimentos diferentes não se escutam. Os Gigantes abriram a Garganta Congelada, que triava todo forasteiro, aos Feraxianos; nas cristas de Ferroselva, Isgryd estendeu a mão e Thomelion respondeu. Nasceu a Aliança do Gelo e da Folha, a mais antiga de Juplutera, e depois Isgryd moldou os Feraxianos do Gelo, em homenagem ao aliado. Na Era das Explorações, por volta de 2900 A.C., Nivëll fundou o porto que leva o nome dele. No Crepúsculo, a Entidade Oculta rasgou o chão de Glacialand e abriu o Abismo de Narkh'Tor, uma cicatriz que divide a região ao meio: os Gigantes tentaram contê-la, Isgryd tentou fechá-la com gelo e poder, e não bastou. Ela ergueu então as Muralhas de Gelo Vivo, que cantam quando algo se aproxima. Desde cerca de 1700 D.C. o Abismo pulsa com mais frequência, e as criaturas que sobem de lá são bichos do gelo que perderam a nota. Os anciãos murmuram que o Oculto pode estar se erguendo.
Ficha da Região
Noroeste do bloco ocidental de Juplutera: uma faixa comprida de gelo e glaciares, de oeste a leste, com o mar ao norte, a oeste e a nordeste (blocos de gelo à deriva nos dois cantos). Verdântia fica colada ao sul, e as cristas de Ferroselva marcam a divisa; Radiantia encosta no sudeste, e as duas terras se tocam por terra. Abssalia está no outro extremo do bloco ocidental, no sudoeste. O Abismo de Narkh'Tor corta a faixa no meio, de norte a sul, e divide Glacialand em dois domínios: a oeste o Reino de Varnhöll, o Oeste Brancal, dos Feraxianos do Gelo, com o Deserto da Neve Eterna; a leste o Domínio de Skarnheim, dos Gigantes de Gelo, com a Fortaleza de Frostspire como capital, entre as montanhas gêmeas do Portão de Isgryd. Principais pontos: a Garganta Congelada (o corredor que atravessa as cristas do sul, a porta de terra da região), o Espelho de Iskarym (lago congelado no sudeste, chamado de Olho Adormecido) e o Porto de Nivëllgard (o Fim do Mundo, na ponta nordeste, último porto antes do mar congelado).
Polar extremo com nevascas eternas e temperaturas que matam em horas sem equipamento adequado. Auroras boreais são frequentes e consideradas sinais da deusa Isgryd. No Porto de Nivëllgard, tempestades oceânicas congelantes são comuns. O Espelho de Iskarym nunca derrete. Na Garganta Congelada o frio é severo, mas o que domina é o silêncio: sem vento e sem eco, o corredor parece parar o tempo. O Deserto da Neve Eterna tem dunas que mudam de forma toda noite. Próximo ao Abismo de Narkh'Tor, névoas cinzentas e anormais sobem constantemente, com uma temperatura ainda mais baixa do que o entorno.
Locais Exploráveis
Arquivo dos Rolos de Couro
Aldeia do Abraço
Salões de Varnhöll
Acampamento da Primeira Mesa
Bosque do Degelo
Santuário das Chamas Azuis
Fortaleza de Frostspire
Vale das Sentinelas
Campo dos Uivos
Deserto da Neve Eterna
Ponte do Canto
Minas das Pedras Cantantes
Paredão dos Anos
Caverna das Gotas-Prece
Espelho de Iskarym
Porto de Nivëllgard
Ilhas de Gelo à Deriva
Garganta Congelada
Vigia da Fenda
Abismo de Narkh'Tor
Fauna e Ameaças
Habitantes Notáveis
Divindades
Raças Nativas
Missões na Região
Recado para Varnhöll
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para o Abraço
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para os Uivos
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para a Vigia
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para o Degelo
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para as Pedras Cantantes
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Recado para os Rolos
solo · nível mínimo 1
50 XP
80![]()
Eventos Históricos
O Grande Inverno
Por volta de 3300 A.C., no começo da Era das Explorações, o frio de Glacialand desceu sobre o mundo e ficou nove invernos sem verão. Não foi a vontade de ninguém: Isgryd cantava pela primeira vez a nota do Gelo inteira, sem saber o tamanho da própria voz, e como o Gelo é do Éter e a Natureza é da Matéria, as duas notas não se ouvem. A floresta de Verdântia gelava sem que Thomelion escutasse. Os Gigantes de Gelo, que triavam todo forasteiro na Garganta Congelada, abriram a passagem aos Feraxianos pela primeira vez; nas cristas de Ferroselva, Isgryd estendeu a mão e Thomelion respondeu, e o inverno recuou mais gentil do que devia. Nasceu a Aliança do Gelo e da Folha, a mais antiga de Juplutera. O que os dois deuses disseram um ao outro ninguém anotou. O que se sabe é que, desde então, Isgryd canta mais baixo. O primeiro dueto de Juplutera foi entre duas notas que não se ouvem, e talvez por isso tenha durado.
Os Sinais do Retorno
No Ano 2000 D.C., Juplutera vive em paz e prosperidade, mas, desde cerca do ano 1700, uma inquietação cresce em coisas pequenas que cada povo explica à sua maneira. O Abismo de Narkh'Tor, em Glacialand, volta a pulsar. A Trincheira do Fim, em Abssalia, tem movimentos estranhos. As fases lunares de Lunaria oscilam sem padrão. Calisstra está em silêncio. Os oráculos de todas as terras sussurram o mesmo: algo está acordando. Ninguém liga uma coisa à outra, e quase ninguém lembra do Ano Zero: só os imortais e raros ancestrais de milênios. Um ancião que viu a guerra é raro e valioso. Se encontrar um, pague a bebida.