
Rato
besta
9 PV
Lv.1
Blocos e ilhas de gelo que vagam pelo mar em volta de Glacialand: um bando ao noroeste, descendo pela costa oeste, de frente para a Aldeia do Abraço, e outro ao nordeste, além do Porto de Nivëllgard. Planos e rachados, do tamanho de uma casa ou de uma aldeia, mudam de lugar a cada maré. Cheiro de sal e gelo molhado, o ranger dos blocos se esfregando uns nos outros e, ao longe, o canto grave das baleias.
Blocos e ilhas de gelo que vagam pelo mar em volta de Glacialand: um bando ao noroeste, descendo pela costa oeste, de frente para a Aldeia do Abraço, e outro ao nordeste, além do Porto de Nivëllgard. Planos e rachados, do tamanho de uma casa ou de uma aldeia, mudam de lugar a cada maré. Cheiro de sal e gelo molhado, o ranger dos blocos se esfregando uns nos outros e, ao longe, o canto grave das baleias.
Subam a bordo, mas deixem a confiança no chão para quem acredita nele, que aqui o chão se mexe. Por volta de 2900 A.C., na Era das Explorações, quando Nivëll construiu o primeiro barco de Glacialand com os marinheiros de Abssalia, os dois povos descobriram que as ilhas à deriva eram o único ponto de encontro possível entre o mar quente do sul e o gelo do norte: grandes o bastante para pousar e longe o bastante de qualquer margem para não terem dono. Foi nelas que se firmaram os pactos entre as criaturas do gelo e os filhos do mar, antigos e serenos, como se diz em Abssalia. Todo ano as baleias cantoras migratórias passam por aqui, e as ilhas as recebem com uma festa em cima do gelo, em que as sacerdotisas das profundezas de Abssalia e os xamãs do gelo, vindos da Aldeia do Abraço, trocam cantos de um lado e orações do outro. Os blocos mudam de rumo, e os marinheiros dizem que é Isgryd arrumando o quintal: quando a nota dela muda, o gelo muda junto, e quem está em cima aprende a ler o tom antes que a ilha vire. Os navios do Porto de Nivëllgard as usam como baliza e como aviso, porque onde elas terminam o gelo fecha e o mar deixa de ser mar. Nivëll passou por aqui rumo ao norte e nunca voltou, e há quem jure que as ilhas do nordeste são o último lugar onde alguém o viu. Eu, que não confio em mar, confiei nelas por uma tarde inteira. Foi um erro agradável.
Ilha isolada com ecossistema único.