
Morcego de Caverna
besta
28 PV
Lv.3
Caverna funda no pé do maciço de montanhas da ponta oeste de Glacialand, no lado que olha para o Deserto da Neve Eterna, a poucas horas da Aldeia do Abraço. Do teto de estalactites de gelo cai, de tempos em tempos, uma gota que congela antes de tocar o chão. Cheiro de pedra molhada e gelo velho, o toc seco e raro das gotas virando cristal e, lá no fundo, um silêncio que escuta de volta.
Caverna funda no pé do maciço de montanhas da ponta oeste de Glacialand, no lado que olha para o Deserto da Neve Eterna, a poucas horas da Aldeia do Abraço. Do teto de estalactites de gelo cai, de tempos em tempos, uma gota que congela antes de tocar o chão. Cheiro de pedra molhada e gelo velho, o toc seco e raro das gotas virando cristal e, lá no fundo, um silêncio que escuta de volta.
Falem baixo e, se não conseguirem, falem pouco, que a Caverna faz questão. Na Era Divina, entre 800 e 300 A.C., quando os povos aprenderam que rezar a Isgryd não pedia gritar, alguém notou que aqui, no pé do maciço, o gelo do teto pinga devagar e o ar é tão parado que cada gota congela no caminho e pousa no chão como uma lança de cristal. Os fiéis passaram a dizer uma prece por gota, uma só, e a deixar a lança onde nasceu. Hoje o chão é uma floresta de agulhas, cada uma uma oração a Isgryd, e quem pisa numa sem querer pede desculpa, em voz baixa, a quem a rezou. Os Feraxianos-Urso-Polar da Aldeia do Abraço vêm aqui antes de partir para a Garganta Congelada, e dizem que a Caverna prepara a pessoa para o silêncio de lá: a Garganta é o silêncio de quem está sozinho, e a Caverna é o de quem reza. O perigo é prático. O teto cobra de quem fala alto, e as estalactites maiores caem sem aviso e sem malícia, de modo que mais de um aventureiro apressado aprendeu o valor de uma prece curta. Eu fiz uma só e não conto o conteúdo. Digo apenas que não pedi nada para mim, e que a gota seguinte demorou a cair.
Gruta natural ou artificial, habitat de criaturas diversas.