
Bandido
humanoide
46 PV
Lv.5
Faixa de gelo que cobre o Abismo de Narkh'Tor no ponto mais estreito da fenda, o vão entre os dois trechos escuros que aparecem no mapa, com uns quinze metros de largura. Dos dois lados se enxerga o outro, e ninguém cruza sem sentir o gelo vibrar sob a bota. Cheiro de gelo aquecido pelo sol raro e de pedra fria, um zumbido grave subindo da fenda dos dois lados e um estalo seco a cada passo.
Faixa de gelo que cobre o Abismo de Narkh'Tor no ponto mais estreito da fenda, o vão entre os dois trechos escuros que aparecem no mapa, com uns quinze metros de largura. Dos dois lados se enxerga o outro, e ninguém cruza sem sentir o gelo vibrar sob a bota. Cheiro de gelo aquecido pelo sol raro e de pedra fria, um zumbido grave subindo da fenda dos dois lados e um estalo seco a cada passo.
Pisem como quem pede licença e, se souberem cantar, cantem baixo. No ponto onde o Abismo mais se aperta, entre os dois trechos escuros, o gelo já tinha fechado a fenda sozinho, fino e traiçoeiro como um sorriso de negociante. Nos primeiros cem anos da Reconstrução, quando as Muralhas de Gelo Vivo já cresciam nas bordas, os Gigantes resolveram que um lugar assim não podia ficar sem ninguém e assentaram o tampo da ponte bloco a bloco, com canto, do mesmo jeito que se assenta pedra em Frostspire: o gelo eterno responde melhor a certas notas do que a qualquer ombro. Daí o nome. Quem atravessa leva uma nota no peito, e dizem que se alguém desafina por medo o gelo estala em resposta, mais para avisar do que para castigar. É a travessia que os dois domínios, Varnhöll e Skarnheim, mantêm às claras; o resto da borda é fenda. A cabeça oeste da ponte começa entre as últimas estátuas do Vale das Sentinelas, e do norte as torres da Vigia da Fenda a vigiam, sabendo quem passa e quando. A Ponte não une os dois lados, só deixa um ver o outro: o Abismo continua ali embaixo, com seu fundo que ninguém mediu, e quem sente o zumbido das Muralhas debaixo da bota sabe o que está atravessando. Eu atravessei contando os passos. Dei trinta, que é a largura em passos de anão, e não confio na conta, porque anão nenhum jamais andou quinze metros tão devagar.
Terreno que o governante da região pode conceder a uma aliança, para erguer a sua fortaleza.