
Rato
besta
9 PV
Lv.1
O Deserto da Neve Eterna contraria o que o nome sugere: não é um deserto no sentido de ausência de vida, mas um deserto no sentido de vastidão sem pontos de referência fixos. É a planície branca que ocupa o oeste de Glacialand, entre o maciço de montanhas da ponta oeste e a margem do Abismo: centenas de milhares de quilômetros quadrados de terreno plano coberto de neve em profundidades que variam entre um e dez metros, dependendo do ponto e da estação. A neve não é comum: os cristais que a compõem são maiores do que o normal, com formas mais complexas que produzem refrações de luz em condições específicas de ângulo solar — ao final de tarde de inverno, a superfície do Deserto brilha como se fosse coberta de diamantes. As dunas existem e mudam de posição de forma que cartógrafos consideraram sistematicamente impossível de mapear: não é apenas o vento que as move, mas um processo que parece ter um ritmo interno, como se o deserto respirasse. As vilas dos Feraxianos do Gelo são construídas dentro das dunas, não sobre elas: túneis escavados na neve compactada, revestidos de pele e material isolante, com entradas que os moradores deslocam quando a duna muda de posição. Cada vila é uma comunidade móvel que se reconstrói a cada estação.

O Deserto da Neve Eterna contraria o que o nome sugere: não é um deserto no sentido de ausência de vida, mas um deserto no sentido de vastidão sem pontos de referência fixos. É a planície branca que ocupa o oeste de Glacialand, entre o maciço de montanhas da ponta oeste e a margem do Abismo: centenas de milhares de quilômetros quadrados de terreno plano coberto de neve em profundidades que variam entre um e dez metros, dependendo do ponto e da estação. A neve não é comum: os cristais que a compõem são maiores do que o normal, com formas mais complexas que produzem refrações de luz em condições específicas de ângulo solar — ao final de tarde de inverno, a superfície do Deserto brilha como se fosse coberta de diamantes. As dunas existem e mudam de posição de forma que cartógrafos consideraram sistematicamente impossível de mapear: não é apenas o vento que as move, mas um processo que parece ter um ritmo interno, como se o deserto respirasse. As vilas dos Feraxianos do Gelo são construídas dentro das dunas, não sobre elas: túneis escavados na neve compactada, revestidos de pele e material isolante, com entradas que os moradores deslocam quando a duna muda de posição. Cada vila é uma comunidade móvel que se reconstrói a cada estação.
O Deserto da Neve Eterna foi o primeiro território que Isgryd designou exclusivamente para os Feraxianos do Gelo, quando lhes deu forma, logo depois do Pacto, em homenagem a seu aliado Thomelion de Verdântia. A deusa escolheu o Deserto deliberadamente: é o lugar mais difícil de Glacialand em termos de navegação e sobrevivência sem adaptação específica, e ela queria que seus novos Feraxianos desenvolvessem habilidades que os Gigantes não tinham. Funcionou: os Feraxianos do Gelo desenvolveram uma compreensão do Deserto que vai além do que qualquer outro ser de Juplutera consegue replicar. O Festival das Pegadas Invisíveis, que os Feraxianos celebram uma vez por ano, comemora o fim do Inverno Comprido, por volta de 3100 A.C., o mais longo registrado na história do Deserto: dezoito meses que, segundo os registros mais antigos, mataram três quartos dos Feraxianos do Gelo. Não é o Grande Inverno, que veio dois séculos antes e terminou em aliança, e os Feraxianos fazem questão de não confundir os dois. Os sobreviventes foram guiados para fora do inverno pela presença de Isgryd, que apareceu como uma figura de gelo animado e liderou uma marcha de três semanas até os territórios dos Gigantes, onde os Feraxianos foram abrigados enquanto o Deserto se recuperava. O nome do festival vem da observação de que, no trajeto de volta ao Deserto depois do inverno terminado, as pegadas de Isgryd — invisíveis para qualquer outra forma de olho — ainda eram perceptíveis na neve para os Feraxianos mais velhos.
Vasta extensão árida com criaturas adaptadas ao calor.
Vendedores
Thunka Pata-Quente