RegiãoMetal

Corrósia

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Sobre Corrósia

Península devastada de aspecto cinzento e enferrujado, a região do Metal, a nota que prende e que forja, condenada desde o primeiro suspiro. O solo que antes dava frutos hoje só dá ferrugem, e o ferro enferruja onde devia brilhar. O ar é uma mistura de miséria e metal velho. Governada pelo semideus Garulador, filho bastardo de Balamark com uma mortal, que governa há mais de duzentos anos com frieza, justiça distorcida e sede insaciável de controle: em Corrósia cada vida tem um valor em correntes e trabalho, e ele sabe o de todas de cabeça. Capital: Domínium, na Serra das Correntes Nobres, no centro-oeste. Corrósia é a primeira cicatriz do mundo — a terra que algo tocou antes de todas as outras —, mas a liberdade ainda sabe o caminho da porta dos fundos.

Corrósia foi condenada desde o primeiro suspiro. No Tempo sem Conta, quando Balamark nasceu na nota do Metal para ser o braço da Justiça entre os Doze, algo sussurrou nas rachaduras da criação, e o que deveria erguer a balança virou o martelo do castigo. Por volta de 4000 A.C., as primeiras comunidades do leste recusaram tributo aos sacerdotes dele, e a floresta enferrujou; por volta de 3000 A.C., Thomelion tentou curá-la e cada tentativa piorou, porque a Natureza cede ao Metal. O solo que antes dava frutos tornou-se ferrugem, e o ar ganhou gosto de miséria e metal velho. Por volta de 1400 A.C., depois do Dreno das Arcantinas, as fundições passaram a trabalhar dia e noite para os compradores de Arcanópolis, e o veneno que desceu ao mar de Calisstra abriu a Guerra das Marés com Abssalia, que parou em campo aberto na Grande Convocação, sem paz assinada. No Crepúsculo, quando a Entidade Oculta varreu Juplutera, nada de novo aconteceu em Corrósia, porque a marca já era dela: era a primeira cicatriz do mundo. A Longa Paz foi paz entre os povos, e em Corrósia ela nunca chegou. A Corte Sangrenta foi construída por volta de 800 D.C. com o sangue de milhares de escravos, os Abismos de Dorrak foram escavados gerando cidades subterrâneas onde crianças crescem sem ver o sol, e as Gargantas de Draalmar tornaram-se minas onde o trabalho nunca acaba. Hoje, os nobres de Domínium vivem em excessos enquanto o povo morre nas minas. O aço de Draxônia cruza o mar até o Porto do Norte, e quem sorri de dentes, nesse contrato, não é Corrósia. Rebeldes agem nas sombras cortando elos em silêncio, mas são poucos, e quem foge pela Praia da Esperança já fundou, do outro lado do mar, o Refúgio de Margran. Algo parece despertar, o que até a elite teme. Corrósia sangra, mas nunca se rende.

Ficha da Região

Localização

Península alaranjada no extremo sudoeste do bloco ocidental de Juplutera, a região do Metal, de desfiladeiros e mesas de rocha vermelha com uma bacia verde e um oásis no meio. Por terra, Corrósia só toca Arcanópolis, no nordeste, no pé das Montanhas Arcantinas (o Passo Vermelho e as Minas Mudas ficam desse lado); ao norte, um mar estreito a separa de Verdântia; ao sul, o mar a separa de Abssalia, de frente para a Praia da Esperança; a leste, o mar aberto leva a Draxônia; e a oeste não há ninguém. Domínium (a capital, esculpida nas colunas e nos penhascos da Serra das Correntes Nobres) fica no centro-oeste, de frente para a bacia do oásis; as Gargantas de Draalmar (minas nas paredes de um platô de poços e galerias) ficam no norte, onde os metais extraídos dizem guardar almas; os Abismos de Dorrak (cidade subterrânea, coração da escravidão) descem do campo de pedras do sul; a Corte Sangrenta (canal construído com sangue de escravos, que serve apenas à elite) corre do nordeste ao centro-oeste, ao lado do leito seco do rio antigo; o Deserto da Coroa Enferrujada (antiga floresta destruída por Balamark) é a planície do leste; e o Porto Degradado — Praia da Esperança — última saída, fica no extremo sul, com destroços e navios tombados.

Clima

Tóxico e sufocante. Névoa metálica permanente que reduz a visibilidade e irrita os pulmões. Chuva ácida ocasional proveniente das fábricas de Domínium. O sol raramente penetra a camada de smog industrial. Nas Gargantas de Draalmar, o calor das forjas é constante e sufocante. No Deserto da Coroa Enferrujada, ventos carregam pó ferrugento que cobre tudo. No Porto Degradado, ventos salgados e podres de maresia misturada com enxofre.

Locais Exploráveis

20

Fauna e Ameaças

10

Habitantes Notáveis

11

Divindades

1

Missões na Região

9

Eventos Históricos

3
Tempo sem Conta· Antes de toda contagem

O Primeiro Sussurro

No Tempo sem Conta, quando Balamark nasceu na nota do Metal para ser o braço da Justiça entre os Doze, algo sussurrou nas rachaduras da criação. Nenhum dos outros deuses percebeu. A balança que ele devia erguer virou martelo, e a terra de Corrósia guardou o sussurro como a ferida mais antiga de Juplutera, a primeira cicatriz do mundo. Balamark não foi apagado: foi desviado. Nem toda marca precisa de testemunha para ficar.

Era das Raças· Cerca de 4000 A.C.

A Floresta que Enferrujou

Por volta de 4000 A.C., onde hoje é o leste de Corrósia crescia uma floresta densa, que os elfos de Verdântia mapeavam. Quando as primeiras comunidades da região recusaram o tributo aos sacerdotes de Balamark, ela enferrujou, depressa demais para ser coisa natural: os sacerdotes dizem que foi o deus, e os elfos, que a ferrugem avançou sozinha. Por volta de 3000 A.C., Thomelion tentou curá-la, e cada tentativa piorou, porque a Natureza cede ao Metal; ele desistiu e declarou que não tentará de novo. O Deserto da Coroa Enferrujada é o que sobrou, com os troncos enegrecidos ainda em pé. Há terra que cobra caro de quem tenta salvá-la.

Era das Alianças e dos Conflitos· Cerca de 1400 a 60 A.C.

A Guerra das Marés

Por volta de 1400 A.C., quando o Dreno das Arcantinas esgotou a magia das montanhas e Arcanópolis passou a comprar metal fora, as fundições de Corrósia não pararam mais, e o veneno desceu ao mar de Calisstra. Abssalia respondeu com marés de fúria, e as frotas, as criaturas abissais e as engenhocas corrocianas se encontraram, dizem, em surtos: anos de navios, décadas de rancor, sem vencedor. Parou em campo aberto na Grande Convocação, por volta de 60 A.C., quando o inimigo de verdade apareceu nas sombras, mas ninguém assinou a paz, e o veneno continua descendo. Guerra parada não é paz: é só silêncio com rancor.