
Aranha
insectoide
37 PV
Lv.4
Leito seco e rachado do rio antigo de Corrósia, que corre do nordeste ao centro-oeste ao lado do canal da Corte Sangrenta. Placas de barro endurecido, margens de pedra lisa onde a água batia e pontes de pedra que atravessam um leito sem água. Cheiro de barro velho e de pedra quente, o estalo do chão rachando ao sol e, à noite, o vento passando por onde havia corrente.
Leito seco e rachado do rio antigo de Corrósia, que corre do nordeste ao centro-oeste ao lado do canal da Corte Sangrenta. Placas de barro endurecido, margens de pedra lisa onde a água batia e pontes de pedra que atravessam um leito sem água. Cheiro de barro velho e de pedra quente, o estalo do chão rachando ao sol e, à noite, o vento passando por onde havia corrente.
Andem pelo meio, que as margens ainda lembram onde a água ia. A Cicatriz Seca é o rio de antes de Balamark, a Canção-das-Pedras, depois que a obra da Corte Sangrenta o represou e o desviou, por volta de 800 D.C.: doze anos de pedra, um povo de margem que pereceu, migrou ou virou fundação, e um leito que ficou ao lado do canal como a sombra do que a água fez. Quem anda por ele acha o que as margens guardaram: cacos, anéis de amarração, um ou outro osso que ninguém soube a quem pertence. Numa ponta do leito, na bacia do centro-oeste, a água ainda aparece, e é ali que fica o Oásis da Canção-das-Pedras. Os engenheiros de Garulador explicam a rachadura com a seca, e os mais velhos de Dorrak não explicam nada. Um rio seco ainda é um rio. Só passou a ser prova.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.