Veskar Máscara-Cega
Humano que comanda a Guarda Mascarada a partir do Bastião, na entrada da Serra das Correntes Nobres. Em serviço, ninguém lhe vê o rosto, e é isso que a Guarda ensina a quem sobe a Domínium: quem não tem rosto não tem de quem se vingar.
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Não perguntem o nome dele, que lá dentro não se diz em voz alta. Veskar comanda o Bastião e a Guarda que vigia cada desfiladeiro e cada ponte da subida a Domínium, e cumpre a ordem de Garulador à risca: máscara igual para todos, botas em formação, um número na gola no lugar do nome. Quem sobe vê ferro e silêncio e não sabe quantos são, nem quem é quem. O capataz tem nome, vizinho e terra de origem, e dá para odiá-lo com precisão; a Guarda não tem nada disso. O que o povo não sabe é que Veskar, à noite, repassa os nomes de todos os homens do Bastião num livro que guarda sob o catre, um nome por número, como quem faz a chamada de uma tropa que só ele enxerga. Perguntei quando fora a última vez que tirara a máscara. Veskar ficou calado por um bom tempo e disse que a regra manda usá-la, e que ninguém escreveu o que fazer com o rosto depois.
Humano alto e de ombros retos, em armadura de placas de ferro negro e uma máscara de ferro sem expressão, lisa, com duas fendas para os olhos e nenhuma para a boca. A voz sai abafada e sempre igual, e o corpo só se mexe quando precisa. Traz um número riscado na gola da armadura e, à cintura, uma única chave grande, de ferro, gasta nas pontas.
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