Vila das Fundições
Bairro de forjas no baixo de Domínium, aos pés da Serra das Correntes Nobres, onde as fábricas soltam a chuva ácida. Ruas estreitas e alagadas, chaminés de ferro negro em fila e valas de rejeito correndo ao lado das calçadas. Cheiro de enxofre e de metal quente, o martelar que não para nem de noite e o chiado da água ácida nas telhas quando chove.
Sobre o Local
Bairro de forjas no baixo de Domínium, aos pés da Serra das Correntes Nobres, onde as fábricas soltam a chuva ácida. Ruas estreitas e alagadas, chaminés de ferro negro em fila e valas de rejeito correndo ao lado das calçadas. Cheiro de enxofre e de metal quente, o martelar que não para nem de noite e o chiado da água ácida nas telhas quando chove.
Tapem o nariz e deixem o guarda-chuva em casa, que a chuva daqui come pano. As fundições da Vila não param desde o Dreno das Arcantinas, por volta de 1400 A.C., quando Arcanópolis passou a comprar metal fora e Corrósia aprendeu que forno apagado é minério perdido. Os fornos ficam no baixo, aos pés dos palácios de ferro negro, e a fumaça sobe devagar pelas ruas estreitas até os terraços de cima, onde se chama de neblina. O que sai das forjas desce em corrente para o Porto do Norte e segue em carroça pelas Mesas Vermelhas até o Passo Vermelho, em Arcanópolis; o que sobra escorre pelas valas e, depois de muita estrada, chega ao mar. É o Metal forjado, e na Roda quem dobra o Metal é o Fogo: aqui a regra trabalha sem folga, e quem trabalha com ela também. Os nobres chamam de neblina o que o povo chama de chuva. Os dois concordam só no cheiro.
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Ficha do Local
Pequeno assentamento com recursos básicos.
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