
Aranha
insectoide
37 PV
Lv.4
Campo de ruínas no centro-leste do Deserto da Coroa Enferrujada, com torres tombadas, altares partidos em lajes e estátuas de rostos apagados meio enterradas na areia vermelha. Troncos negros de ferrugem ainda em pé em volta, como se o bosque tivesse parado de respirar no meio do passo. Cheiro de poeira de ferro e de pedra quente, o sopro baixo da areia entre as lajes e, à noite, o lamento surdo do chão, diferente a cada ponto das ruínas.
Campo de ruínas no centro-leste do Deserto da Coroa Enferrujada, com torres tombadas, altares partidos em lajes e estátuas de rostos apagados meio enterradas na areia vermelha. Troncos negros de ferrugem ainda em pé em volta, como se o bosque tivesse parado de respirar no meio do passo. Cheiro de poeira de ferro e de pedra quente, o sopro baixo da areia entre as lajes e, à noite, o lamento surdo do chão, diferente a cada ponto das ruínas.
Tirem o chapéu, que aqui já houve um templo, e dos grandes. Os elfos de Verdântia, que mapeavam as matas do mundo, registram um bosque neste ponto até por volta de 4000 A.C.; depois disso a folha do mapa fica em branco, e foi daí que passaram a chamá-lo de Calado. No meio das árvores havia o templo da floresta de que os antigos falam, e dele restam as torres tombadas, os altares partidos e as estátuas de rostos apagados, de modo que ninguém mais sabe a quem se rezava. Quem o derrubou é conversa de taverna: os antigos juram que foram mãos gananciosas, os sacerdotes de Balamark contam a obra com orgulho de instituição e os elfos dizem que a ferrugem avançou sozinha. Anoto as três. Por volta de 3000 A.C., mil anos depois, Thomelion veio curar a terra em volta destas pedras, e cada tentativa piorou, porque a Natureza cede ao Metal. À noite o chão geme, e cada ouvinte escuta o que quer: a floresta que lembra, a terra esfriando ou só o vento. Em Verdântia, Thomelion deixou a Cicatriz de Verdan de propósito, como lição. Aqui deixou porque não adianta.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.