Escravária
Cidade subterrânea nos Círculos médios dos Abismos de Dorrak, em andares de metal que descem uns sobre os outros em volta dos poços de ventilação. Passarelas de ferro, alojamentos empilhados e lampiões de mineral fosforescente, que dão luz e quase nenhum calor. Cheiro de ferro velho e de suor, o arrastar de elos em dezenas de andares ao mesmo tempo e, aqui e ali, o abafado de uma risada baixa.
Sobre o Local
Cidade subterrânea nos Círculos médios dos Abismos de Dorrak, em andares de metal que descem uns sobre os outros em volta dos poços de ventilação. Passarelas de ferro, alojamentos empilhados e lampiões de mineral fosforescente, que dão luz e quase nenhum calor. Cheiro de ferro velho e de suor, o arrastar de elos em dezenas de andares ao mesmo tempo e, aqui e ali, o abafado de uma risada baixa.
Sentem-se de costas para a parede e falem baixo, que o teto aqui tem ouvido. Escravária nasceu das cavernas de Dorrak por volta de 400 D.C., quando um gerente de mina descobriu que alojamento permanente nos Círculos saía mais barato do que trazer gente para cima todo dia: o que era dormitório virou andar, e o andar virou cidade. São andares e andares de metal, correntes e fumaça, onde quem nasce não vê o sol e quem chega esquece como ele era. Mesmo assim há mercado, e há uma taverna escondida num fundo que o capataz finge não conhecer, e é de lá que sai o que se sabe de Corrósia sem a conta do tirano. Foi aqui, nos becos, que nasceu o costume de pendurar uma corrente com um elo quebrado, um elo por nome que ninguém escreve; o costume termina nos penhascos da Praia da Esperança, e é pelo Porto Degradado que sai quem foge. Em Escravária ninguém vê o sol. Todo mundo sabe exatamente onde ele nasce.
Avaliação de Risco
Ficha do Local
Pequeno assentamento com recursos básicos.
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