
Rato
besta
9 PV
Lv.1
Garganta de rocha vermelha na subida da Serra das Correntes Nobres, entre o Bastião da Guarda Mascarada e Domínium, cortada por pontes de ferro negro que ligam um paredão ao outro, umas sobre as outras, em três e quatro andares. Corrimãos de corrente, guaritas coladas à rocha e a estrada de carroça passando por baixo de tudo. Cheiro de ferro frio e de óleo de dobradiça, o tom grave do ferro sob cada passo e, entre uma ponte e outra, o ar parado de quem sabe que está sendo contado.
Garganta de rocha vermelha na subida da Serra das Correntes Nobres, entre o Bastião da Guarda Mascarada e Domínium, cortada por pontes de ferro negro que ligam um paredão ao outro, umas sobre as outras, em três e quatro andares. Corrimãos de corrente, guaritas coladas à rocha e a estrada de carroça passando por baixo de tudo. Cheiro de ferro frio e de óleo de dobradiça, o tom grave do ferro sob cada passo e, entre uma ponte e outra, o ar parado de quem sabe que está sendo contado.
Passem devagar e de cabeça baixa, que cada ponte aqui tem um par de olhos e nenhum rosto. O Desfiladeiro das Pontes é a subida que leva ao alto da capital, e é obra da reforma de Garulador, no começo do reinado, quando ele decidiu que cada passagem de Domínium seria um ponto de vigia: as pontes foram postas de modo que cada uma enxergue a anterior e todas enxerguem a estrada, e quem as guarda é a Guarda Mascarada, que vem do Bastião, na entrada. O ferro de Corrósia ainda soa quase em todo lugar, e aqui ele soa por ofício: dizem que cada ponte tem um tom sob o passo e que a Guarda sabe, só pelo som do tabuleiro, quantos passam e quanto pesa o que carregam. Quem sobe é contado antes da primeira porta, e quem é contado não precisa ser interrogado. É a corrente que conta, em forma de ponte. Ninguém de sangue sujo, como o meu, pisa lá em cima, e o desfiladeiro é o caminho que explica por quê. As pontes foram feitas para ligar dois lados. Em Corrósia, servem para saber quem atravessou.
Região montanhosa com minérios raros e criaturas poderosas.