
Basilisco
besta
203 PV
Lv.24
Os Abismos de Dorrak são a estrutura mineira mais vertical de Juplutera: um complexo de cavernas e túneis escavados não horizontalmente mas para baixo, em camadas sobrepostas que descem por mais de trezentos metros abaixo do nível do solo. Cada camada é chamada de um Círculo — o Primeiro Círculo fica a vinte metros de profundidade, ainda com acesso à luz do dia pelos poços de ventilação; o Décimo Círculo fica a trezentos metros e é permanentemente iluminado por tochas de mineral fosforescente que produzem luz mas pouco calor e um odor levemente nauseante. A população dos Abismos é estratificada pela profundidade: os trabalhadores mais novos ficam nos Círculos superiores, os mais velhos, aqueles que perderam a conta de quantos anos passaram aqui, ficam nos inferiores. Os Círculos inferiores têm uma temperatura mais alta por causa do calor geotérmico, o ar é mais pesado com partículas de minério e a pressão auditiva é diferente — sons que seriam normais na superfície chegam abafados e distorcidos. As crianças que nasceram nos Abismos e nunca saíram desenvolvem uma visão adaptada à baixa luminosidade e uma dificuldade com luz intensa que permanece mesmo se eventualmente conseguirem sair.

Os Abismos de Dorrak são a estrutura mineira mais vertical de Juplutera: um complexo de cavernas e túneis escavados não horizontalmente mas para baixo, em camadas sobrepostas que descem por mais de trezentos metros abaixo do nível do solo. Cada camada é chamada de um Círculo — o Primeiro Círculo fica a vinte metros de profundidade, ainda com acesso à luz do dia pelos poços de ventilação; o Décimo Círculo fica a trezentos metros e é permanentemente iluminado por tochas de mineral fosforescente que produzem luz mas pouco calor e um odor levemente nauseante. A população dos Abismos é estratificada pela profundidade: os trabalhadores mais novos ficam nos Círculos superiores, os mais velhos, aqueles que perderam a conta de quantos anos passaram aqui, ficam nos inferiores. Os Círculos inferiores têm uma temperatura mais alta por causa do calor geotérmico, o ar é mais pesado com partículas de minério e a pressão auditiva é diferente — sons que seriam normais na superfície chegam abafados e distorcidos. As crianças que nasceram nos Abismos e nunca saíram desenvolvem uma visão adaptada à baixa luminosidade e uma dificuldade com luz intensa que permanece mesmo se eventualmente conseguirem sair.
Dorrak começou como uma mina simples por volta de 400 D.C., quando os primeiros reis de Corrósia perceberam que os penhascos da região continham depósitos de ferro e minerais raros em concentrações excepcionais. A expansão foi gradual nas primeiras centenas de anos, guiada pela lógica de seguir os veios mais ricos. O ponto de inflexão foi quando um gerente de mina descobriu que era mais eficiente construir alojamentos permanentes nas cavernas do que trazer trabalhadores para cima todos os dias — a economia de tempo era real, mesmo que a economia de humanidade fosse um conceito que nunca entrou nos cálculos. Uma vez que moradores permanentes existiam nos Abismos, o sistema se autorrefinou: trabalhadores que tentavam sair eram substituídos por outros vindos de Corrósia acima; os que ficavam por tempo suficiente perdiam o referencial de como era a vida na superfície. Os Rebeldes de Dorrak existem como uma rede informal de comunicação mais do que como uma força organizada: eles passam informação, ajudam escapes individuais e ocasionalmente sabotam equipamentos, mas nunca conseguiram uma ação coordenada de escala. A última tentativa, há quarenta anos, por volta de 1960 D.C., resultou na execução de vinte e três pessoas nos Círculos superiores para que todos nos inferiores vissem.
Masmorra subterrânea repleta de armadilhas e monstros.