RegiãoAr

Aetherius

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Sobre Aetherius

Ilha flutuante (os aetherianos, por orgulho, dizem continente) erguida para os céus por Theriel, primeiro canto da nota Ar, a quem o povo chama de deus da luz e da esperança, entre nuvens imortais moldadas dos sonhos de Júpiter e Plutão. Campos verdes de dia e dourados ao amanhecer e ao entardecer, que sussurram canções antigas, rios de luz que dançam entre montanhas que tocam o firmamento. Um farol de esperança e beleza para todo o mundo de Juplutera. Capital: Solaryon, a Cidade Resplandecente, com ruas de sol líquido e o Castelo de Lumen no centro. Governante: Príncipe Tarkiel, jovem líder com olhos de céu e alma de fogo.

Aetherius nasceu, no Tempo sem Conta, quando Theriel, primeiro canto da nota Ar e a quem o povo chama de Guardião da Luz Celestial, ergueu uma ilha inteira para os céus com um bater de asas, afastando-a das trevas e do barulho do mundo. Na Era das Raças ele deu forma aos Anjos, e as primeiras Fadas, gotas do riso de Lucius, caíram ali, no berço delas. Por muito tempo, os aetherianos olharam para baixo com certa distância dos outros povos. Mas no Ano 0, durante o sombrio Crepúsculo, quando a Entidade Oculta se ergueu como cinza faminta, Aetherius foi atacada. Criaturas do desespero vieram subindo pelas tempestades, e arcanjos desceram como estrelas cadentes de fúria e esperança para defender os céus. Theriel liderou o confronto com a luz do alvorecer cortando as trevas, as fadas teceram moral, e em poucas horas, porque o Crepúsculo é um dia, a escuridão recuou. Aetherius sobreviveu, mais brilhante do que antes, e no Ano 1 Theriel moldou a Muralha Celestis, o anel de nuvens que pesa a intenção de quem chega. Por volta de 1700 D.C. o Príncipe Tarkiel assumiu a coroa e, desde cerca de 1750, a região se abre ao mundo: portais-teste ligam os céus à terra, dois com Radiantia, que funcionam, e um com Arcanópolis, que abre e fecha sem avisar. Entre Aetherius e Nocturnia corre uma rixa fria e mal-entendida: os anjos acusam Lithuria de apagar a luz dos céus com sombras lentas, os nocturnianos acusam os anjos, e o único fato firme entre os dois deuses é que Lithuria deixa passar quem Theriel chama aos céus. A Muralha Celestis está mais bem guardada do que nunca, com arcanjos voando em formação.

Ficha da Região

Localização

Ilha no norte do mapa, em forma de coração com a ponta para o sul, cercada por um anel contínuo de nuvens, a Muralha Celestis, vista de cima. Não toca nenhuma outra terra: Radiantia fica a oeste-sudoeste, do outro lado do mar, e Lunaria a leste; Glacialand está no mesmo mar, mais a oeste. Os aetherianos, por orgulho, chamam a ilha de continente. Não há Porto: só se chega por ar. Dentro do anel ficam Solaryon (capital, com o Castelo de Lumen), no centro-norte; Sanctus Arx (catedral nas Montanhas da Salvação), no nordeste; o Rio Alvanthiel, que flutua entre nuvens, sem leito, pelo interior e dá origem à Água Benta de Aetherius; Elun'tharel (o Jardim dos Eternos entre véus celestes), que flutua sobre a floresta do oeste; e, na ponta sul, as Cataratas de Lýrion (quedas d'água que sussurram o idioma dos céus e chegam até os oceanos de baixo).

Clima

Eterno e suave, com ventos celestiais constantes mas gentis. Sem chuvas comuns — apenas auroras, luz dourada e névoa de nuvem. A temperatura é sempre amena e perfumada. Partes mais elevadas têm ar rarefeito que se torna quase música. A Muralha Celestis cria microclimas de névoa densa nas bordas da região. Noites são iluminadas por constelações próximas e pelo brilho das torres de Solaryon.

Locais Exploráveis

16

Fauna e Ameaças

8

Habitantes Notáveis

8

Divindades

1

Raças Nativas

2

Missões na Região

5

Eventos Históricos

1
O Pressentimento· Cerca de 1750 D.C.

Os Portais de Tarkiel

Por volta de 1700 D.C., o Príncipe Tarkiel assumiu a coroa de Aetherius, jovem para quem é imortal, e decidiu o que os mais velhos chamaram de imprudência: abrir os céus. Por volta de 1750 abriu o primeiro portal-teste, ligando Solaryon a Radiantia; por volta de 1800, o segundo, também com Radiantia. Luz e Ar são notas do mesmo movimento, o Éter, e se ouvem, de modo que esses dois funcionam todos os dias, e só passa quem a Muralha Celestis aprova. Por volta de 1900 veio o terceiro, com Arcanópolis, e ele abre e fecha sem avisar: Raio é da Matéria, Ar é do Éter, e notas de movimentos diferentes não se ouvem. Os anjos mais conservadores dizem que o isolamento de Aetherius sempre foi proteção, e não arrogância. Tarkiel os ouve com atenção e continua a abrir portais. Os dois primeiros portais ligaram notas que se ouvem; o terceiro ainda espera quem ensine duas notas surdas uma à outra.