RuínamisterioPerigo: 3/10

Clareira Sem Nome

Círculo liso de nuvem-petrificada no centro exato de Aetherius, do tamanho de um salão, onde acaba o capim dos Campos Sussurrantes e o resto da ilha parece ter parado de chegar. Sem pedra erguida, sem degrau, sem inscrição: só o chão polido e muito limpo e, perto do meio, um fio fino de cinza, do comprimento de um braço, que o vento não leva. Cheiro de nada em particular, o silêncio de quem acabou de parar de falar e uma luz igual em toda parte.

Sobre o Local

Círculo liso de nuvem-petrificada no centro exato de Aetherius, do tamanho de um salão, onde acaba o capim dos Campos Sussurrantes e o resto da ilha parece ter parado de chegar. Sem pedra erguida, sem degrau, sem inscrição: só o chão polido e muito limpo e, perto do meio, um fio fino de cinza, do comprimento de um braço, que o vento não leva. Cheiro de nada em particular, o silêncio de quem acabou de parar de falar e uma luz igual em toda parte.

Sentem, mas não se acomodem, que este é o único lugar de Aetherius onde eu não consigo terminar uma frase sem desconfiar dela. Todo mundo em Solaryon sabe onde fica a Clareira, e todo mundo sabe que ali houve alguma coisa. Só não sabem o quê. Um templo, diz um velho. Um trono, diz outro. Uma escola, jura uma fada, e um jardim, insiste o sacerdote, e todos falam com a certeza de quem lembra o próprio nome. Os mapas antigos têm ali um nome, rasurado com tanto cuidado que a rasura virou parte do desenho, e ninguém sabe quem rasurou. Quem entra no círculo esquece, enquanto está lá dentro, o nome de uma coisa pequena: o do cachorro, o da rua onde cresceu, o de uma ferramenta. Recupera tudo ao sair, menos uma palavra, uma só, que nunca volta e que a pessoa, quando percebe, já não sabe dizer qual era. Ninguém anotou. Tentaram: os anjos guardam em Sanctus Arx o Livro das Lembranças, onde cada geração copia o que a anterior lembra, e toda cópia traz a mesma lacuna, no mesmo lugar, do tamanho de uma palavra. Os que cantam de volta nos Campos Sussurrantes dizem que o capim faz igual: a uma braça da beira o coro deixa um espaço, e o campo o repete sem preenchê-lo, como quem respeita um lugar à mesa. Pisei ao lado do fio de cinza e não perguntei. O perigo é pequeno e é de quem entra: sai sem uma coisa e passa a vida procurando nos bolsos. Saí de lá sem uma palavra e não sei qual. Se este texto lhes parecer faltar alguma coisa, a culpa é da Clareira, e eu não tenho como provar.

Avaliação de Risco

Nível de perigo3/10
1Criaturas
4Nível Máx.
—Rank Elite

Ficha do Local

TipoRuína
Categoriamisterio
RegiãoAetherius

Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.

Presença no Mundo

0NPCs
0Missões
0Receitas
0Batalhas

Personagens

Nenhum NPC neste local.

Criaturas do Local

1

Missões Neste Local

Nenhuma missão ou objetivo registrado aqui.