Torre Temporal
A Torre Temporal é o ponto de maior inquietação geográfica de Arcanópolis. Ela parece normal de longe — a mesma pedra das montanhas, formato cilíndrico padrão — mas qualquer pessoa com sensibilidade mágica que se aproxima percebe algo errado com a temporalidade local. Relógios mágicos perdem a sincronia dentro de um raio de cinquenta metros da torre. Sombras se movem em velocidades diferentes das da fonte de luz. Conversas que acontecem na calçada em frente à torre às vezes são "ouvidas" por passantes uma hora antes de acontecerem. Dentro da torre, cada andar tem uma taxa de fluxo temporal diferente da dos outros: no andar térreo, o tempo flui normalmente. No décimo andar, flui três vezes mais devagar — uma hora lá dentro equivale a três horas no mundo exterior. No vigésimo andar, o inverso: três horas lá dentro equivalem a uma hora fora. Os andares intermediários têm variações menos previsíveis, e há três andares cujo comportamento temporal os próprios professores da torre descrevem como "instável" — o que na prática significa que o tempo neles às vezes vai para trás.

Sobre o Local
A Torre Temporal é o ponto de maior inquietação geográfica de Arcanópolis. Ela parece normal de longe — a mesma pedra das montanhas, formato cilíndrico padrão — mas qualquer pessoa com sensibilidade mágica que se aproxima percebe algo errado com a temporalidade local. Relógios mágicos perdem a sincronia dentro de um raio de cinquenta metros da torre. Sombras se movem em velocidades diferentes das da fonte de luz. Conversas que acontecem na calçada em frente à torre às vezes são "ouvidas" por passantes uma hora antes de acontecerem. Dentro da torre, cada andar tem uma taxa de fluxo temporal diferente da dos outros: no andar térreo, o tempo flui normalmente. No décimo andar, flui três vezes mais devagar — uma hora lá dentro equivale a três horas no mundo exterior. No vigésimo andar, o inverso: três horas lá dentro equivalem a uma hora fora. Os andares intermediários têm variações menos previsíveis, e há três andares cujo comportamento temporal os próprios professores da torre descrevem como "instável" — o que na prática significa que o tempo neles às vezes vai para trás.
Runathar criou a Torre Temporal inspirado pelas técnicas que observou em Sobek Chronos durante a Era Divina. O deus do tempo nunca ensinou Runathar diretamente — considerou a iniciativa de Arcanópolis de replicar artificialmente controle temporal como "ambiciosa ao ponto da arrogância" — mas Runathar é suficientemente inteligente para aprender apenas observando. O problema é que aprender sobre tempo observando não é suficiente para entender completamente tempo — e as lacunas no entendimento de Runathar se tornaram as anomalias estruturais da Torre. A teoria predominante hoje, desenvolvida pelos Cronomagos atuais, é que a torre "resolveu" as lacunas no projeto original desenvolvendo suas próprias soluções internas, resultando em comportamentos que não foram intencionais. O dado mais perturbador do histórico da torre é que, em dois momentos separados por quatrocentos anos, pesquisadores desaparecidos dentro dela reapareceram — jovens, sem envelhecer, confusos sobre por que ninguém mais se lembrava deles. O Concílio do Véu Astral catalogou os casos, entrevistou os retornados exaustivamente e trancou os arquivos. Corre ainda, entre uns poucos estudiosos, um boato que veio com o Pressentimento: o de que o tempo trocado da Torre deixaria o sussurro da Entidade Oculta mais nítido em Arcanópolis. Nenhum andar da Torre chega à dimensão onde os Doze fizeram a prisão dela, e nenhum membro do Concílio aceita o boato publicamente.
Avaliação de Risco
Ficha do Local
Centro de ensino mágico, arcano ou marcial.