
Aranha
insectoide
37 PV
Lv.4
Câmaras de pedra sob a colina do Castelo de Solaluz, em Solarion, onde repousam os reis que se sentaram no Trono Radiante. Corredores baixos, estátuas de mãos cruzadas e nichos revestidos de ouro. O ar é frio e seco, ao contrário do calor da cidade acima, cheira a pedra velha e a cera, e o ouro dos nichos devolve a luz das tochas em manchas trêmulas.

Câmaras de pedra sob a colina do Castelo de Solaluz, em Solarion, onde repousam os reis que se sentaram no Trono Radiante. Corredores baixos, estátuas de mãos cruzadas e nichos revestidos de ouro. O ar é frio e seco, ao contrário do calor da cidade acima, cheira a pedra velha e a cera, e o ouro dos nichos devolve a luz das tochas em manchas trêmulas.
Cripta de rei é o melhor retrato dele: os vivos mentem nas tapeçarias, mas os mortos não têm como fugir do escultor. Na Era das Raças, no segundo século de Solarion, o primeiro rei mandou forjar o Trono Radiante com o ouro de Eldoril, e a cripta nasceu junto, porque quem manda fazer um trono de ouro já sabe que alguém terá de largá-lo. Desde então cada rei que o sentou foi sepultado sob a colina, com o rosto voltado para a cidade e uma moeda do mesmo ouro na mão. As estátuas seguem a ordem dos reinados, e quem as percorre nota que os primeiros reis têm o rosto magro e os últimos, o rosto cheio, coisa que os escultores jamais explicaram. O último nicho está polido, vazio, e nenhum guia diz de quem será. Valorian dá o ouro, meus caros; a cripta lembra para onde ele vai.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.