
Aranha
insectoide
37 PV
Lv.4
Laje de pedra clara, sem nome gravado, na boca da Garganta do Elandor, sob a qual descansa o guerreiro que deu nome ao rio. Está coberta de moedas de ouro deixadas por cavaleiros jovens. Vento de desfiladeiro, água batendo na rocha e o silêncio de quem baixa a voz sem perceber. Ao sol, as moedas acendem como brasas pequenas.

Laje de pedra clara, sem nome gravado, na boca da Garganta do Elandor, sob a qual descansa o guerreiro que deu nome ao rio. Está coberta de moedas de ouro deixadas por cavaleiros jovens. Vento de desfiladeiro, água batendo na rocha e o silêncio de quem baixa a voz sem perceber. Ao sol, as moedas acendem como brasas pequenas.
Este eu conto devagar. Por volta de 1900 A.C., nos primeiros anos da Era das Alianças e dos Conflitos, quando Draxônia lançou a primeira investida, um rapaz chamado Elandor ficou na garganta do rio com um punhado de companheiros e segurou o estreito até o exército chegar. Quando o exército chegou, sobravam poucos para receber o agradecimento. Enterraram-no onde caiu, na boca da Garganta, sob uma laje sem nome, porque o rio já levava o nome dele. Os sacerdotes de Valorian dizem que o sangue de Elandor virou luz na água. Os cavaleiros jovens, antes de partirem para a Fronteira, deixam aqui uma moeda de ouro e a promessa de não recuar sem ordem justa, e ninguém recolhe as moedas, nem o ladrão mais sem-vergonha de Ourovale. Elandor não ganhou a guerra, meus amigos. Ganhou o tempo de o exército chegar, e é por isso que ainda se fala dele.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.