NaturezaMedidor do Rio de Brotolume

Eldrin Vara-Entalhada

Elfo ancião que mede o Eldavéus com uma vara entalhada, uma marca por semana, como se mede em Brotolume desde as primeiras casas de casca. É ele quem diz, de manhã, se o rio vai deixar alguém atravessar a pé.

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História e Presença

Sentem-se, que esta é a história mais comprida da vila, e ela cabe numa vara. Depois que Thomelion traçou o Eldavéus, por volta de 4000 A.C., os primeiros elfos armaram suas casas de casca no vale, na Era das Raças, e desde então alguém mede o rio toda semana e entalha uma marca. A vara de Eldrin passa de mão em mão, e ele diz que tem mais marcas do que ele tem anos, e que nenhuma se repete: nem a de uma cheia, nem a de uma seca, nem a de um dia em que o rio decidiu ser fundo sem motivo. É ele quem sai ao amanhecer, encosta a vara na água e anuncia se dá para atravessar a pé. Ninguém discute, porque o rio nunca desmentiu. Em Brotolume ninguém pergunta se o rio vai deixar passar. Pergunta-se o que ele quer em troca, e Eldrin guarda uma marca, bem perto do cabo, que nunca mostrou a ninguém. Perguntei de quando era. Ele respondeu que era de antes de haver quem medisse.

Elfo muito velho, de pele fina como casca de bétula e olhos de um verde desbotado, que parecem acompanhar sempre uma corrente invisível. Veste um capote de fibra trançada sempre molhado na barra e se apoia numa vara mais alta que ele, coberta de marcas do cabo à ponta. Anda devagar, com os pés descalços na lama, e para a cada poucos passos para encostar a vara na água. Sorri raramente, e quando sorri é para o rio, não para quem fala.