
Aranha
insectoide
37 PV
Lv.4
Planície de obsidiana em volta do Grande Vulcão Negro, ao sudoeste do cone, no centro-oeste de Spharadis. O chão é vidro escuro, liso e rachado em placas, e sobre ele correm marcas de pés em fileiras, vitrificadas, caminhando para lugar nenhum. Cheiro de pedra queimada e de ar seco, o estalo do vidro esquentando ao sol, um silêncio que pesa nos ouvidos e, ao meio-dia, um brilho que cega.
Planície de obsidiana em volta do Grande Vulcão Negro, ao sudoeste do cone, no centro-oeste de Spharadis. O chão é vidro escuro, liso e rachado em placas, e sobre ele correm marcas de pés em fileiras, vitrificadas, caminhando para lugar nenhum. Cheiro de pedra queimada e de ar seco, o estalo do vidro esquentando ao sol, um silêncio que pesa nos ouvidos e, ao meio-dia, um brilho que cega.
Pisem onde outros pisaram, que o vidro não perdoa quem se afasta da trilha. O Campo de Vidro Negro é o que sobrou da planície que o Cataclismo apanhou em movimento: por volta de 3600 A.C., quando o Grande Vulcão Negro entrou em erupção e não parou por quarenta dias, a lava correu até aqui e esfriou em vidro, e a Terra, que guarda, guardou tudo o que estava de pé. As pegadas das tribos ficaram fixadas, fileira atrás de fileira, e quem quiser contá-las pode, mas desista antes do fim. Foi da primeira lava que esfriou aqui que, dizem, se fez o Trono Negro de Khetep-Akhen, e ninguém por lá gosta de lembrar que o assento do Império veio de um cemitério. Daqui o cone se vê inteiro, e é o único lugar onde o Vulcão parece apenas uma montanha. O vidro não esquece, meus caros. É só o que ele sabe fazer.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.