
Bandido
humanoide
46 PV
Lv.5
Ponta de pedra escura na extremidade leste da península de Yg'Zhul, de frente para o mar que leva a Harmonia. Uma torre de vigia baixa, sem teto, e uma fileira de postes de amarração sem barco nenhum. Cheiro de sal e fumaça de vulcão trazida pelo vento, gaivotas gritando e, atrás, o rumor distante dos três cones.

Ponta de pedra escura na extremidade leste da península de Yg'Zhul, de frente para o mar que leva a Harmonia. Uma torre de vigia baixa, sem teto, e uma fileira de postes de amarração sem barco nenhum. Cheiro de sal e fumaça de vulcão trazida pelo vento, gaivotas gritando e, atrás, o rumor distante dos três cones.
Puxem o banco, que esta é a página dos que não voltaram, e eu nunca soube se isso é queixa ou elogio. Por volta de 1800 A.C., com a Guerra do Mar prendendo o Porto de Khodor, uma frota de guerreiros jovens saiu daqui, da ponta da península, rumo a Harmonia, com barcos remendados e a certeza de que um povo que só conhecia guerra seria recebido como guerra. O Oceano Umbryl não gostou da ideia: tentaram atravessar pelo oeste, não conseguiram e contornaram pelo norte, onde os Guardiões da Aurora de Valedur esperavam com barreiras em vez de espadas. Em Draxônia se diz que nunca mais se ouviu falar deles. Em Harmonia contam que alguns abriram padaria, e eu não confirmo nem desminto. Aqui no cabo, os vigias acendem os postes de amarração toda noite, por tradição, há quase quatro mil anos, e quem sobe à torre faz sempre a mesma pergunta: morreram ou desistiram? Em Draxônia, paz é só o silêncio entre duas batalhas. No Cabo dos Que Zarparam a frase ganha outro sentido: alguém, em algum lugar, ouviu esse silêncio e gostou.
Terreno que o governante da região pode conceder a uma aliança, para erguer a sua fortaleza.