
Bandido
humanoide
46 PV
Lv.5
Praia clara de areia fina na reentrância do sul de Spharadis, entre penhascos, na ponta das serras, de frente para o mar aberto. A areia é branca e firme e, a poucos passos da linha da maré, uma água doce e fria brota direto do chão e escorre num fio até o mar, onde um recife escuro corta as ondas. Cheiro de sal e de pedra molhada, o gotejar constante da nascente, o ronco da maré no recife e o grito das aves nos penhascos.
Praia clara de areia fina na reentrância do sul de Spharadis, entre penhascos, na ponta das serras, de frente para o mar aberto. A areia é branca e firme e, a poucos passos da linha da maré, uma água doce e fria brota direto do chão e escorre num fio até o mar, onde um recife escuro corta as ondas. Cheiro de sal e de pedra molhada, o gotejar constante da nascente, o ronco da maré no recife e o grito das aves nos penhascos.
Cuidado com o recife, que ele come casco sem pedir licença. A Praia da Foz Oculta é a praia clara da reentrância do sul, a única que a costa de penhascos de Spharadis deixa aberta, e o que a torna notável não é a areia: é a água. Os caravaneiros do sul contam, e isso é crônica de caravaneiro, que o braço sul do Thal'Rath, o que some numa garganta escura entre as serras, entra na terra pelas Cavernas de Darasien e sai de volta à luz aqui, pelo chão da praia, doce e fria, a poucos passos do mar salgado. Eu provei e anotei que é doce; de onde vem, nem o caravaneiro garante. Barco não encosta: o recife da entrada come casco, e é por isso que a porta de Spharadis continua sendo uma só, lá na foz do nordeste, onde o Porto de Mer'Khaten espera. Nos dias claros, do alto da areia, se vê a leste um risco verde que é a ponta do Último Jardim. A água entrou escura e saiu limpa, meus caros, sem pressa nenhuma. Água de Spharadis também aprendeu a não correr.
Terreno que o governante da região pode conceder a uma aliança, para erguer a sua fortaleza.