
Rato
besta
9 PV
Lv.1
Lago de água verde-clara no extremo leste de Verdântia, no estreito, onde a água que despenca das Cataratas de Zhor'Kar se acalma antes de seguir para a Garganta do Elandor. Margem de seixos redondos e juncos altos. Cheiro de água fria e musgo, o trovão distante da queda cada vez mais manso e, na superfície parada, o céu inteiro deitado.

Lago de água verde-clara no extremo leste de Verdântia, no estreito, onde a água que despenca das Cataratas de Zhor'Kar se acalma antes de seguir para a Garganta do Elandor. Margem de seixos redondos e juncos altos. Cheiro de água fria e musgo, o trovão distante da queda cada vez mais manso e, na superfície parada, o céu inteiro deitado.
Baixem a voz, que esta água já viu coisa demais. Quando Draxônia lançou a primeira investida, por volta de 1900 A.C., a Garganta do Elandor ficou com os soldados de Radiantia, e o estreito inteiro virou frente de guerra. Do lado da floresta ficou este lago, e foi ele que deu descanso a quem não era do exército: os feraxianos de Verdântia, o punhado que, dizem, estava ao lado do rapaz Elandor, e que voltavam da Garganta pela margem para lavar o sangue e beber água parada. Porque é isso que o lago faz, meus caros: o rio chega do alto aos trancos, fervendo, e aqui aprende a ficar quieto. Os curandeiros juravam que ferida lavada em Verdemira fechava mais limpa, e Thomelion, que não é de dar ordem, deixou a mata crescer até a beira para dar sombra. O nome, contam, veio das sentinelas que, em pé na margem, conseguiam mirar a Garganta por cima do verde da água: verde que mira. Hoje a guerra mora longe e o lago só guarda o que sobrou dela, uma ponta de lança aqui, um elmo de lado ali, tudo coberto de limo e de paciência. O rio que cai tem direito de descansar depois.
Corpo de água com criaturas aquáticas e recursos únicos.